terça-feira, 8 de novembro de 2016

Conver(sando)

Um dia vou perguntar pra mim mesmo 
Porque você fez assim e não de outro jeito? 
A resposta não vou ouvir, som algum emitir
Mas ao olhar pra mim mesmo sentirei do meu peito.

São fatos que nos aprisionam, 
Sem mesmo uma linha atar
Atitudes que não devo repetir
Se um dia a lembrança voltar.

Dono de mim não sou
Fui dominado pelo instinto
Ao me criar Deus reservou 
A livre vontade, o arbítrio

Posso ser hoje o que não fui ainda
Posso ser depois o que agora não sou
Aprendizado, mudança de vida
Me moldam aos poucos o vaso que sou

Uma criatura que versa aprender
Rascunho, projeto, rabisco incerto
Espero um dia no meu entardecer
Olhar para trás e ver que deu certo.

Não pode ser da noite pro dia
É processo contínuo de quem quer mudar
Conver-sando é mudança de todos os dias.
Gerúndio ou diálogo, não pode parar.

(Muaná/Marajó 24.10.16)
Alfredus

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