quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Infan(ciando)

Um dia eu fui criança 
Todo adulto também foi
Recordo a feliz lembrança 
Que a minha infância foi

Em berço de rede nasci
Foi simples o meu enxoval 
Agora que um pouco cresci
Fiz um percurso normal

Brinquedos eu tive alguns
Não todos que desejei 
Mas aqueles que possui
Por muito tempo conservei

Hoje não tenho nenhum
Não foi falta de zelo
Fui dando de um a um
A quem não podia tê-lo

Nunca foi muita coisa
Mas no simples era feliz 
Fazia também meus brinquedos
O chão riscava de giz

Subia em árvores
Descia cachoeiras
Regava flores 
Corria ladeiras

Fiz esse verso todo
Só pra recordar 
Que ia feliz pra vacina
So pra o pirocoptero ganhar

(Muaná-Marajó 25.10. 6)
Alfredus

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tempo

Tempo, tempo, tempo
Um tempo pra cada tempo
Pra cada tempo tem tempo
Que o tempo no tempo tem

Quem tem tempo e tempo perde, 
Vem o tempo e se arrepende.
Não queime etapas da vida
Mas não perca o que lhe convém.

Poderás ser tarde um dia 
Se você não souber aproveitar 
O tempo de cada coisa
Que a vida lhe propiciar.

A vida lhe cobra uma resposta
Pra cada ato ou pensar 
Fazendo tudo direito
A vida te agradecerá.

O que é que eu fiz com meus sonhos
A canção ajuda a pensar 
O que deixarei para as pessoas
Qual o meu jeito de amar.

É forte e mexe por dentro 
Tal canção que outrora ouvi
Só se tem uma chance na vida
Decisão certa é futuro feliz.

(Muaná,Marajó 25. 10. 16)
Alfredus

Conver(sando)

Um dia vou perguntar pra mim mesmo 
Porque você fez assim e não de outro jeito? 
A resposta não vou ouvir, som algum emitir
Mas ao olhar pra mim mesmo sentirei do meu peito.

São fatos que nos aprisionam, 
Sem mesmo uma linha atar
Atitudes que não devo repetir
Se um dia a lembrança voltar.

Dono de mim não sou
Fui dominado pelo instinto
Ao me criar Deus reservou 
A livre vontade, o arbítrio

Posso ser hoje o que não fui ainda
Posso ser depois o que agora não sou
Aprendizado, mudança de vida
Me moldam aos poucos o vaso que sou

Uma criatura que versa aprender
Rascunho, projeto, rabisco incerto
Espero um dia no meu entardecer
Olhar para trás e ver que deu certo.

Não pode ser da noite pro dia
É processo contínuo de quem quer mudar
Conver-sando é mudança de todos os dias.
Gerúndio ou diálogo, não pode parar.

(Muaná/Marajó 24.10.16)
Alfredus

Acabou em poesia

Sem intenção, sem noção, percepção? 
Mas no coração as letras ficam fiando
Tecendo em sílabas, palavras rimando 
Senti desafio, poesia chegando.

Sempre senti correr em meu peito
Sentimentos diversos rabiscado em versos
Palavras soltas ou conjuntos bem certos
Se juntam, se rimam cada qual do seu jeito.

Poemas ou poesia, parece tudo igual
Vem de dentro da gente como poço profundo
Arrancando, insistindo até do absurdo
Nem parece que é fácil, mais é bem natural

Encontro de letras Alfredus e Sérgio 
Ele é poço fecundo não falta inspiração 
Mas o tempo é dose, eterno vilão 
Driblando a madrugada, vem na raiva ou no tédio.

Aqui também escrevo em qualquer ocasião 
Gosto de poesia, de escritos e rascunho
Junto a fotografia e não falta conteúdo
Falta mesmo é bom tempo, esse vem na contra mão.

Amizade é assim, basta agir com atenção 
Juntar afinidade é poesia que mistura
Letra por letra o verso configura
Como numa troca de olhar gera forte emoção

Com esse encontro literário, incentivo em mim brotou 
Rabiscar, guardar na mente, ou até no próprio punho
Acabar em poesia, poema, eu me propunho 
Escrever parado ou caminhando, seja lá como for.

(Muaná, Marajó - 20. 10. 16)
Alfredus

sábado, 13 de agosto de 2016

terça-feira, 10 de novembro de 2015

À um poeta


Que saudoso poeta de instante eterno
Que a nós recobra fabulante terra
Um lugar de sonho, uma eterna poesia.
Poetas de ontem, nos traz a harmonia.

Ele sonhou e viu a Serra
Pôs tudo em poesia
Inspira também a nós
Que vive a nostalgia

artins da Maioridade
Serra de Imperatriz
Princesa de alto cume
Martins, Cidade feliz.

O povo de ti tem orgulho
De lá não querem sair
Se saem, é por necessidade
Voltar, nos deixa feliz.

Manhã de neblina e sol claro
Frio, povo simples na rua
Chão de pedras rajadas
As tardes e as passaradas.

Lagoa, cachoeiras, trilhas e caverna
Museu, arqueologia e tradição
História contada de ontem
Passando pra nova geração.

Palavras soltas que escrevo
Moções de ternura expresso
Cada lembrança que eu sinto
as rimas misturam-se nos versos.

De ti princesa serrana
Não quero jamais esquecer
Escrevo pra matar a saudade
E de novo, eternizar a lembrança

Alfredus - 10.11.2015

sábado, 7 de novembro de 2015

Uma lente






"Tudo que reflete uma fotografia, isto é, o ato mesmo de fotografar se apresenta de modo tão integral que já não se faz distinção entre a foto reproduzida e as lentes que a capturam. Tudo se eterniza, a imagem, as pessoas, os momentos e ainda arrisco dizer, até os sentimentos" 

Alfredus